Curiosidade
Preservar o direito de perguntar antes de aceitar.
Essa menina cresceu. Seu nome é Monika Sobral. E muitas das perguntas continuaram crescendo junto com ela.
Por que todo mundo aceita isso como óbvio?
E se existir outro jeito de entender?
O que é, afinal, essa realidade que a gente chama de real?
algumas perguntas não cabem numa resposta pronta ✦Monika sempre teve curiosidade pelo que parecia estar por trás das coisas: o que faz alguém pensar de um jeito, sentir de outro, escolher um caminho; por que enxergamos a mesma situação de formas tão diferentes; quais perguntas ainda não tinham sido feitas.
E, como acontece com muitas crianças muito curiosas, nem sempre existia por perto alguém disposto — ou preparado — para entrar junto nessas perguntas.
Vieram livros, estudos, conversas, observações, experiências, caminhos diferentes, novas perguntas e a compreensão de que crescer não significa parar de se maravilhar.
Mas uma ideia ficou: como teria sido diferente encontrar, ainda criança, uma personagem que dissesse “eu também quero entender”.
Não para entregar respostas definitivas. Não para ensinar uma criança a pensar como um adulto. Não para dizer que existe um único jeito certo de ver o mundo.
Lumi nasceu para fazer companhia às perguntas. Para mostrar que curiosidade é uma força. Que mudar de perspectiva pode abrir caminhos. Que sentir, observar, escolher e agir também fazem parte de criar a experiência que vivemos.
A criação da Lumi nasce de um gesto muito simples e muito grande: transformar uma falta da própria infância em presença para outras pessoas.
Se uma criança encontra cedo permissão para perguntar, observar, imaginar, duvidar com respeito, experimentar, mudar de ideia e assumir responsabilidade por suas escolhas, ela pode crescer com mais repertório para lidar com um mundo complexo.
E uma criança acompanhada por boas perguntas não precisa procurar tudo sozinha.
Preservar o direito de perguntar antes de aceitar.
Aprender a perceber sentimentos, interpretações e consequências.
Entender que nossas ações participam dos caminhos que construímos.
Pensar com profundidade sem perder humor, afeto e imaginação.
Uma criança fez perguntas. Uma adulta decidiu compartilhá-las.